Tulum

A Riviera Maya corresponde ao trecho de 130 km de litoral na península de Yucatán, estado de Quintana Roo, México. Esse trecho de belas praias caribenhas e cenotes começa entre Cancun e Isla Mujeres e vai até Belize, país que faz fronteira com o México. Passei 9 dias por lá e esse foi o roteiro:

Dia 1: Cancun -> Tulum 

Dia 2: Tulum – Grand Cenote, Cenote Cavalera, Parque Arqueológico, Playa El Paraiso

Dia 3: Tulum – Cenote Cristal, Ziggy Beach

Dia 4: Playa del Carmen – Cenote dos Ojos, Cenote Tak Be Ha, Playa Xpuha

Dia 5: Playa del Carmen – Cozumel

Dia 6: Playa del Carmen – Chichen Itza, Cenote Zaci, Cenote Suytun

Dia 7 a 9: Hard Rock Riviera Maya (resort all inclusive)

Neste post, vou falar sobre a primeira parte da viagem, quando fiquei hospedada em Tulum. No próximo conto sobre a segunda parte em Playa del Carmem e no resort do Hard Rock.

Começando já com uma dica muito importante: se hospede em Tulum. Vale muito a pena! Muitas pessoas fazem um passeio de um dia só pra ver as ruínas maias, o que é muito insuficiente pra conhecer e sentir o clima dessa cidade tão charmosa. Ao longo desse post acho que você vai entender o porquê.

Dia 1: Chegamos em Cancun, alugamos o carro no aeroporto com a empresa Thrifty e partimos rumo a Tulum (sempre reservem o carro com antecedência, na hora costuma ser mais caro. E no site, atentem pro valor do seguro. Se não estiver informado, pergunte). Foram 2h de viagem, numa estrada boa, praticamente uma reta. Estava chovendo muito na estrada por causa da passagem de um furacão nos EUA. Mas quando chegamos no hotel, o tempo estava bom e curtimos a tarde na praia em frente, beliscando um guacamole com uma cervejinha. Já deu pra dar aquela relaxada!

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Cantinho do Hotelito Azul na areia
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Primeiras cervejinhas e guacamole da viagem

De noite, fomos andando até um dos centrinhos de Tulum (chamo de centrinho uma região da cidade com vários restaurantes e lojinhas reunidas). É tranquilo de ir andando apesar de alguns trechos sem calçada, são poucos carros passando e os que passam andam devagar. É muito comum as pessoas andarem de bicicleta pela cidade e a maioria dos hotéis aluga bicicletas pros hóspedes (no nosso hotel a diária custava 400 pesos por pessoa, aproximadamente 80 reais). Tudo em Tulum é bem charmoso: os hotéis, as lojinhas, os restaurantes… Tudo nessa pegada praiana, rústica, hippie chique… De noite as ruas e os restaurantes não são muito iluminados, fica um climinha romântico, gostoso. Enfim, me apaixonei à primeira vista.

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Pelas ruas de Tulum, um charme só

No primeiro dia entramos em algumas lojinhas e jantamos uma autêntica comida mexicana no Mateo’s Mexican Grill. Pedi o burrito de camarão e uma margherita de manga, e Daniel foi de peixe com salada, arroz e feijão. Muito gostosa a comida e o ambiente, com uma música ao vivo animada, algumas pessoas dançando até.

Mateo’s Mexican Grill

Dia 2: Tomamos café e logo saímos pra passear. Nossa primeira parada foi no Grand Cenote, um cenote lindo (cenote é um cavidade natural que não necessariamente tem uma área alagada. Mas na Riviera Maya, grande parte dos cenotes tem águas límpidas, com poucas partículas suspensas, que impressionam pela beleza)! A entrada custou 180 pesos por pessoa (aprox. 36 reais) e a visitação acontece de 8h às 17h. O lugar tem uma estrutura com redes, gramados onde as pessoas estendem as toalhas e ficam relaxando, gostosinho… Antes de mergulhar no cenote é obrigatório tomar uma chuveirada pra tirar o excesso dos protetores solares, repelentes, etc. Esse é um cenote grande, com uma área aberta e outra dentro da caverna. A cor da água pode ser azul turquesa, verde claro, verde água ou azul claro dependendo do fundo e da luz. Tem tartarugas nadando pertinho, vários pássaros… Muito lindo! Um dos meus cenotes favoritos, imperdível!

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Grand Cenote

Saímos do Grand Cenote e fomos pro Cenote Calavera que fica na mesma estrada, pertinho (uns 5 minutos de carro). A entrada custa 100 pesos por pessoa (aprox. 20 reais) e a visitação acontece de 8h às 17h. O Cenote Calavera tem uma abertura grande e duas pequenas e é bem fundo. Muitas pessoas fazem mergulho com cilíndro por lá. Esse é um cenote pros mais aventureiros, onde o legal é pular nos 3 buracos e cair na água. Dá aquele friozinho na barriga!

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Cenote Calavera
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Buraco maior
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Buraco menor

Depois do Cenote Calavera, fomos conhecer o Parque Arqueológico de Tulum. O estacionamento custou 50 pesos mexicanos (aproximadamente 10 reais). Do estacionamento até a bilheteria principal, tem uma estradinha de cerca de 1 km. Você pode ir caminhando ou pagar 20 pesos (aprox. 4 reais) pra ir e voltar de trenzinho. Escolhemos a segunda opção porque estava muito calor e já iríamos andar muito debaixo de sol pelo parque. Aconselho a todos ir de trenzinho já que é bem baratinho e você chega mais descansado pra conhecer as ruínas. No quiosque que vende o bilhete do trem você pode contratar um guia oficial da zona arqueológica. O valor do guia varia com o número de pessoas no grupo e custa a partir de 630 pesos mexicanos (entrada incluída). Nós optamos por ir sem guia, e nesse caso a entrada custa 65 pesos (aprox. 13 reais). A visitação acontece de 8h às 17h, mas o último horário de entrada é 16h30. Nossa visita durou cerca de 1h30, mas isso depende do seu interesse, ritmo e do calor. Quando fomos eram umas 12h30 e estava um calor absurdo, muito sol! E isso acabou nos apressando um pouco… Aconselho ir mais no início ou fim do dia. Mas apesar do calor, curtimos muito o passeio. Realmente é linda essa combinação das ruínas maias com o azul do mar! Essa foi uma das últimas cidades construídas e habitadas pelos maias há 900 anos. Funcionou como um porto mercante até 1518, com a chegada dos espanhóis.

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Ruínas maias de Tulum

Das ruínas, nós fomos pra Playa El Paraiso (eleita 21a praia mais bonita do mundo no Traveler’s Choice 2016 do Tripadvisor). Ficamos no El Paraiso Beach Club e pagamos 200 pesos (aprox. 40 reais) no aluguel da mesa, cadeiras, barraca de sol e espreguiçadeira. Comemos quesadilhas e ceviche de peixe branco, tomando mojitos. Delícia! E a cor da água? Um azul turquesa lindo!

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Playa El Paraiso

De noite, jantamos no Gitano, nosso restaurante favorito de Tulum (dica da minha amiga Amanda do blog We travel)! O restaurante é um charme só e a comida deliciosa! Ele tem uma parte com luzes de vela, clima romântico, que foi onde jantamos. E na outra parte tocava uma banda animada, pessoal dançando, um bar todo bonitão, mais chique… Enfim, vale a ida!

Restaurante Gitano

Dia 3: Depois do café, fomos ao Cenote Cristal. Esse é um cenote aberto, diferente dos outros, como se fosse um lago de água turquesa transparente. É bem bonito também! Ele tem tipo um trampolim pras pessoas pularem e mesas ao redor pra quem quer se acomodar e passar o dia. A entrada foi 120 pesos por pessoa (aprox. 24 reais). A visita desse cenote costuma ser combinada com a visita ao Cenote Escondido, que fica no mesmo terreno. Mas quando fomos, o Cenote Escondido estava fechado por causa das chuvas.

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Cenote Cristal

Do Cenote Cristal, tentamos ir ao Cenote Encantado, bem pertinho do nosso hotel e da praia Ziggy Beach. Esse cenote fica dentro do Hostel Camping Aqua Yoga e a entrada custa 50 pesos por pessoa (cerca de 10 reais). Mas por causa das chuvas, o cenote estava com a água escura e acabamos não mergulhando. Fomos então pra praia de Ziggy Beach. Nós não achamos o acesso público à praia, acho que fica escondidinho justamente pra te induzir a acessar por algum restaurante ou hotel. Primeiro, tentamos chegar na praia pelo Beach Club mas eles cobravam uma consumação mínima de 30 dólares por pessoa. Achamos um absurdo e caminhamos um pouco mais até o restaurante Ahau Tulum. Por lá, nós entramos sem compromisso. Muito legal o restaurante, com uma lojinha a céu aberto e redes de frente pro mar. Acabou que não consumimos nada no Ahau Tulum, mas sim no Raw Love, que fica no mesmo espaço. Lá nós tomamos um açaí bem gostoso e ficamos curtindo a praia. E que praia! Linda! Várias turistas fazendo topless, mas eu não tive coragem! hahaha

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Ahau Tulum em Ziggy Beach

Depois da praia, passeamos a pé pela cidade. Entrei nas lojinhas e comprei um filtro de sonhos, tem vários por lá. De noite, fomos jantar no restaurante Arca. O ambiente é incrível, todo a céu aberto, exceto a cozinha e o bar. Chegamos 19h com o dia claro e vimos o entardecer lá, depois as únicas luzes perto da gente eram luzes de vela. Super romântico! Nós pedimos dois pratos, Daniel o polvo e eu a abóbora. As porções eram pequenas, acho que o mais certo teria sido nós pedirmos umas duas entradas antes do prato principal. Daniel gostou do polvo, mas eu achei a abóbora ok, nada especial. Valeu ir pela experiência. Mas se eu fosse repetir, pediria outro prato pra mim e duas entradas.

Arca

Depois do jantar passeamos mais um pouco e, como comemos pouco no jantar, bateu a fome e resolvemos comer uma pizza na Posada Margherita. O  bom é que conhecemos dois restaurantes na mesma noite. A pizza é uma delícia! O lugar funciona como pousada, restaurante e pizzaria. O restaurante fica de frente pro mar e a pizzaria de frente pra rua. O restaurante tem um clima muito gostoso, parte dele é pé na areia, e estava lotado. Deve ser legal ir durante o dia também.

Posada Margherita

Esses são os restaurantes de Tulum que eu conheci. Mas o que não faltam são lugares bons pra comer! Outras opções legais que vi lá são: o mexicano Casa Jaguar, o argentino Casa Banana, o Hartwood que não tem menu fixo, o The Real Coconut onde todos os pratos do menu levam algo de coco, o restaurante do hotel Nomade com sua decoração marroquina, onde você senta no chão em almofadas e tapetes, o Casa Violeta que oferece cozinha italiana e mexicana e o Be Tulum de frente pro mar.

Onde ficar? Ficamos no Hotelito Azul, uma delícia de hotel (780 reais a diária com taxas incluídas – outra dica da minha amiga Amanda do blog We travel)! É um hotel pé na areia, com um ótimo bar e estrutura de frente pro mar, ar condicionado no quarto (muitos hotéis em Tulum não tem), tudo limpo e cheiroso, equipe simpática e solícita, decoração clean, rústica, praiana… Super indico!

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Hotelito Azul

Outra coisa boa do Hotelito Azul é o café da manhã que é muito gostoso! O hotel tem parceria com o restaurante Ojo de Agua, que fica no mesmo terreno do hotel, e é lá que o café da manhã é servido. Então mesmo quem não está hospedado no Hotelito Azul pode ir lá pra tomar café ou fazer outra refeição.

Ojo de Agua

Assim como bons restaurantes, o que não faltam são bons hotéis, como: o hotel Nomade com sua decoração em estilo marroquino e várias opções, desde quartos simples até quartos com piscina privativa (diárias a partir de 300 dólares), o Sanara que conta com um spa e estúdio de yoga (diárias a partir de 300 dólares), o Casa Violeta com proposta sustentável (diárias a partir de 200 dólares), o Don Diego de La Selva (diárias a partir de 70 dólares) e o Posada Yum Kin (diárias a partir de 70 dólares).

Dicas gerais:

  • Leve muito dinheiro vivo, poucos lugares aceitam cartões de crédito.
  • Leve pesos mexicanos e não dólares ou outra moeda. Seus dólares serão aceitos sem problemas em qualquer lugar da Riviera Maya, o problema é a conversão. Nós trocamos dólares por pesos numa casa de câmbio do aeroporto por 1 dólar = 18,40 pesos e a maioria dos lugares fazia a conversão 1 dólar = 16 pesos. Então é melhor trocar logo por pesos mexicanos pra não perder dinheiro assim, de bobeira.
  • Chegue cedo pro jantar em Tulum. Muitos restaurantes lotam já as 19h30! Chegamos essa hora no Arca e eles já não iam atender mais ninguém. Voltamos no dia seguinte as 19h e tivemos que esperar por uma mesa.
  • Leve repelente. No fim de tarde, os mosquitos atacam.
  • Se tiver snorkel e máscara de mergulho, leve. Vários cenotes não disponibilizam pra aluguel e vale a pena mergulhar!
  • A melhor época pra visitar é de dezembro a maio. A temporada de furacões vai de agosto a novembro, mas nós fomos no final de maio e pegamos um furacão passando próximo. A única consequência foi a chuva em dois dias que estávamos lá, mas isso não atrapalhou muito porque logo depois o sol apareceu e deu pra aproveitar bastante o dia.
  • Quando fomos, o mar e a areia da praia estavam cheios de algas. De manhã cedo, os funcionários dos hotéis costumam varrer a areia pra tirar o excesso das algas, mas ao longo do dia elas se acumulam de novo e não tem o que fazer.

A segunda parte da viagem continua no próximo post, sobre o período que ficamos hospedados em  Playa del Carmen!

Qualquer dúvida, é só falar!

Beijocas,

Pri


3 comentários sobre “Tulum

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