Budapeste

Oi gente!

O post de hoje vai ser sobre mais uma cidade maravilhosa, dessa vez no leste europeu, Budapeste! Para os mais jovens ela é conhecida como Budafest, por conta da sua vida noturna que não desaponta. Mas a cidade, além de ter essa pegada jovem, consegue ser aproveitada por todas as faixas etárias, uma vez que a história e cultura são muito extensas.

Um pouco da história

A cidade de Budapeste é a junção de 3 antigas cidades húngaras: Obuda (a antiga Buda), Buda e Peste. A junção foi feita no ano de 1873 e hoje a ligação é feita por meio de pontes, uma vez que Buda era a cidade mais alta situada na margem esquerda do rio Danubio e Peste a cidade do lado direito.

A cidade foi a segunda mais importante na época do império Austro-Húngaro (atrás somente de Viena) entre 1867 e 1918, foi ocupada pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial e depois ficou sob o controle da União Soviética, imperando o Regime Comunista por 40 anos.

Em março de 1944, Hitler ordenou a ocupação do território húngaro, depois de descobrir que durante a batalha com os soviéticos, o governo húngaro começou a negociar um armistício com a Inglaterra.

Aproximadamente um terço dos 250.000 judeus da cidade pereceu durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial e o Memorial “Sapatos às Margens do Danúbio” relata como as vítimas foram assassinadas pelos militantes da Cruz de Flecha, no período de 1944 a 1945.

Budapeste é uma cidade cheia de história e cultura, e hoje é a capital da Hungria, centro financeiro e a cidade mais populosa do pais, com cerca de 1750 milhões de habitantes.

Introdução à cidade

No mapa que segue podemos ver o rio Danúbio fazendo a divisão e alguns dos pontos turísticos estão demarcados no mapa (um muito obrigada ao meu amigo Pedro que participou ativamente na criação do nosso roteiro).

A moeda oficial de Budapeste é o florim húngaro (HUF). E se você estiver já viajando em Euro, a conversão é mais ou menos 1 euro = 300 HUF. Existem muitos ATM para sacar dinheiro por lá e na maioria das vezes eles também aceitam a moeda de euro como pagamento.

Ficamos hospedados na antiga cidade de Peste, perto do bairro judeu e dos bares mais famosos, em um airbnb para 4 pessoas. Pagamos cerca de 100 euros por 2 noites, 25 euros por pessoa. O link do nosso airbnb é esse https://www.airbnb.com/rooms/21099976?guests=1&adults=1. As opções de hotel também estavam muito boas e baratas (ponto positivo de viajar fora de temporada), então opções não vão lhe faltar.

Ao longo do Rio Danúbio, sete ilhas podem ser encontradas: Shipyard, Margaret, Csepel, Óbudai-sziget (Óbuda Island), Népsziget, Haros-Sziget e Molnár-Sziget. Durante o verão (mais ou menos em Agosto) tem-se um dos mais famosos festivais de musica da Europa , o Sziget Festival, que existe desde 1993! Sziget, em húngaro, significa “ilha”, uma vez que o festival acontece na ilha de Obudair. Mais info no site deles https://szigetfestival.com/en/

Como sempre, vou começar contando sobre o que decidimos fazer em Budapeste por 2 dias e no final conto o que deixamos de fazer e ficou para a próxima vez (sim, já estou pensando na próxima ida pra lá).

O roteiro

Nossa viagem foi em meados de março de 2019, pegamos um friozinho (entre 10 e 15 graus) e os dias estavam nublados, mas mesmo assim recomendaria essa época por conta dos preços mais em conta e por ser uma época menos turística.

Dia 1

Chegamos na cidade de manhã e fomos logo passear. Pegamos um voo direto de Bruxelas para Budapeste (fomos de Ryanair e pagamos cerca de 60 euros por pessoa pela passagem). Chegando lá, você pode escolher pegar o ônibus 100E ou 200E para ir para o centro (melhor checar exatamente qual é o melhor pro seu caso). Pagamos cerca de 900 HUF (3 euros) por pessoa e o trajeto demora 30 minutos. Você pode comprar o ticket diretamente no balcão, ainda dentro do aeroporto, ou pelas máquinas de ticket que também ficam espalhadas pelo aeroporto.

Chegamos e fomos fazer hora até o nosso check in no airbnb. Descobrimos que era feriado nacional (dia 15 de março, data comemorativa da revolução de 1848) e que alguns dos pontos turísticos que queríamos visitar estavam fechados, mas em compensação estava tendo festa pela rua com comidas e artesanatos locais.

Na hora da fome fomos em direção ao restaurante chamado Apostolok Restaurant, de comida tipicamente húngara, mas infelizmente o cardápio e os pratos não nos agradaram muito. Aproveitamos para tomar uma cerveja tipica e curtir a decoração do lugar e fomos em direção a outro restaurante para comer.

Almoçamos no restaurante Europa Café, na rua Vaci street e pelo custo benefício super valeu a pena.

Depois de passear, almoçar e deixar nossas malas no airbnb, fomos finalmente começar a desbravar a cidade! E nada melhor do que começar por uma vista de cima, né? Com isso andamos e passamos pela ponte (da antiga Peste até a antiga Buda) e chegamos no Castelo de Buda, um dos principais pontos turísticos da cidade. O castelo foi construído em 1265 e sua extensão foi construída entre 1749 e 1769.

O castelo é enorme, cheio de surpresas e tem uma vista maravilhosa da cidade. Por lá ficamos a maior parte do nosso dia, conhecendo cada cantinho, parando nas lojinhas locais e provando as comidas típicas da cidade.

Começamos provando uma comida de rua chamada Langos, uma massa frita em formato de pizza que pode ser combinada com diferentes recheios. Adoramos! De verdade.

O ideal é ficar lá até depois do anoitecer para poder ver o Parlamento (que fica na antiga cidade de Peste) todo iluminado. Realmente, é impressionante!

Pois bem, depois de bater bastante perna fomos andando de volta até a rua dos bares. Passamos pela Fashion street, pela roda gigante… E realmente, Budapeste nos surpreendeu muito positivamente em menos de 24 horas.

Chegando no bairro judeu, na área dos bares das ruínas, começamos pelo Szimpla Kert bar, um dos baires mais famosos por lá. Realmente, que bar sensacional!!! Tão sensacional que chegamos até a voltar no dia seguinte para ver como que ele era de dia.

Ainda na vibe de bar-hoping fomos para o bar chamado Fuge Udvar, muito conhecido pela sua cerveja muito barata e pelos seus joguinhos e terminamos a noite na boate A Terkep, cheia de labirintos e DJs diferentes.

Para a salvação de qualquer fim de noite paramos em um complexo de diferente food trucks chamado Karavan para comer. Eu diria que a localização foi a melhor possível 😉

Dia 2

Nosso segundo dia começou no mercadão chamado The Great Market hall de Budapeste. O mercado de dois andares foi lugar do nosso cafe da manha e lugar de comprar nossas souvernirs da viagem. Gostamos tanto do mercado que 3 horas se passaram voando! Quando vimos já era hora de almoçar!

Passeamos a pé até a Grande Sinagoga de Budapeste, a segunda maior do mundo, e mesmo não entrando (infelizmente ela estava fechada), já ficamos impressionados com a sua fachada.

Andamos até o New York Palace Cafe e podemos dizer que esse foi o ponto alto em quesito “sentar, relaxar e comer” da viagem. Que lugar lindo! Estavam tocando musica clássica ao vivo quando chegamos e foi assim durante todo o nosso almoço. Um lugar super chique e clássico que nos fez viajar até o passado.

Claro que um lugar desse é um pouco mais caro que a média e pagamos cerca de 20.000 HUF (66 euros) por 2 pessoas. Mas super valeu a pena.

Uma vez em Budapeste, é claro que ir às termas estava na nossa programação. Ficamos muito em dúvida em qual das termas ir, uma vez que em Budapeste você tem varias opções, mas optamos pelas termas Gellert Thermal Bath e não nos arrependemos!

Chegamos nas termas por volta das 15h e saímos as 19h30 (ela abre das 6h às 20h) e pagamos cerca de 6100 HUF (22 euros) por pessoa.

Infelizmente, por ser inverno, a grande piscina de ondas do lado de fora não estava aberta, mas em compensação havia menos pessoas por lá. E ainda assim, achamos que tinha muita gente! haha Claro, estávamos esperando um spa vazio e calmo, mas quem não?

Com certeza o banho de termas foi o nosso ponto alto da viagem.

Uma vez que adoramos tanto o Szimpla bar, acabamos voltando ao Karavan, rua dos food-trucks e passamos nossa última noite por lá 😉

Budapeste acabou sendo uma viagem rápida, de 2 dias somente, mas que deu para nos dar uma visão geral da cidade, dos bares de ruínas e das termas.

Coisas para fazer da próxima vez

Ainda ficaram faltando muitos pontos turísticos que gostaríamos de ter visitado, mais um dia em uma terma/spa diferente e mais noites para desbravarmos bares e nights pela cidade.

O que eu adicionaria no meu roteiro (e se o tempo ajudasse um pouco mais), seriam mais 3 dias!

Para um dia de sol: Fazer a trilha da Citadella, alugar uma bicicleta e passear pelo Rio Danubio pelas pontes, e apreciar o Parlamento, Castelo do Buda, Memorial Sapatos às Margens do Danúbio tudo de uma vez so…

Para um dia nublado: Visitar a Basílica Stephens, House of Terror (museu histórico), entrar na Sinagoga…

Para mais um dia em termas: conhecer Széchenyi Bath e Rudas Bath.

Espero poder atualizar esse post mais cedo do que eu imagino! De preferência no verão 😀

Espero que tenham gostado! Até a próxima!

Beijos,
Paulinha





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